Terça-feira, Setembro 01, 2009
Domingo, Fevereiro 22, 2009
Mario Quintana (A Rua dos Cataventos)

Para Érico Veríssimo
O dia abriu seu pára-sol bordado
De nuvens e de verde ramaria.
E estava até um fumo, que subia,
Mi-nu-ci-o-sa-men-te desenhado.
Depois surgiu, no céu azul arqueado,
A Lua - a Lua! - em pleno meio-dia.
Na rua, um menininho que seguia
Parou, ficou a olhá-la admirado...
Pus meus sapatos na janela alta,
Sobre o rebordo... Céu é que lhes falta
Pra suportarem a existência rude!
E eles sonham, imóveis, deslumbrados,
Que são dois velhos barcos, encalhados
Sobre a margem tranqüila de um açude...
Segunda-feira, Novembro 24, 2008
Prêmio Dardos
Agora terei de indicar somente 15 blogs para repassar o Prêmio...Infelizmente...
Beijos
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Quinta-feira, Novembro 20, 2008

Recorta as árvores
Aplica no vento
Promove na lida as raízes e borda...
Ultrapassa o alvo
EngraVIDA
Insano acorde
Na harmonia que nunca finda
Vai...Avia...
No parapeito até a cotovia grita
A lua mingua o resquício do mundo
Que cabia ainda,
Na palma, no traço, no olho do laço,
Que alumiava como um sopro
As notas esculpidas numa pauta
Não paralela
E agora qual um bolo desandado
Em música e desatino
Fica apenas um suspiro
Do que nunca seria se não já o tivesse sido.
Sábado, Novembro 08, 2008
RODA
A saudade me coisa
O sossego na rede
Vem do vento
Pedaço de mar
Horizonte faz ponte
Pra serra ao longe
Atravessa-me um rio
No menino do seu olhar
Cantigas suspendem o tempo
No varal vejo claves
Na roda vôo aves
Brinco a girar
Mundo sem fim
Gigante a entoar
Ladainha da estrada
Vida passarinhada
Na manhã que me orvalha
E me abre em açucena
Pra te remeter em beijo
Cheiro da flor deste desejo
Verso, canto e prosa
E um desenho do céu
Bordado de alma
Com fios de rosa.
Terça-feira, Novembro 04, 2008
PHILOSOFIA (DE) BARATA
Todo dia, tudo igual,
Tudo vida....nada mal,
Todo canto, um madrigal,
Todo precipício, um sinal,
Todo lamento, infernal,
Tudo suculento, floral
Tudo gato, animal,
Tudo mentira, "liberal",
Toda complacência, fraternal....
Toda a verdade embutida na corrida pela vida que não passa de uma realidade não única mas vivida e sentida que não impede de se ter diversas visões e conclusões que muitas vezes são estéreis mas que colaboram no empreendimento de um mergulho maior onde provavelmente e não pelo acaso podemos ter contato com o mais íntimo e doloroso e lancinante que de imediato não entendemos mas que é necessário para suturar muitas velhas e novas e futuras feridas principalmente aquelas que continuam gotejando e beliscando toda vez que nos levantamos para caminhar e isso tá ficando muito longo de forma que devido à complexidade do tema não vai encontrar um fim então por isso que se encerre em si mesmo por aqui e se você não tá satisfeito com nada quem sabe uma vírgula e uma profunda inspiração te satisfaça e ponto final em vez de reticências.




